quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Guimba de cigarro: do microlixo à usabilidade


Todo mundo sabe que o cigarro faz mal à saude mas é difícil alguém parar por conta própria. Difícil mas não impossível! Quem fuma tem menos resistência ao praticar exercícios e fazer trekking. Dependendo do grau da caminhada, torna-se quase um pesadelo para quem deseja participar de tal atividade.
Apesar da força da nicotina no corpo, acredita-se que a dependência psicológica também seja um fator pertubador no ser humano. Em alguns países como a Irlanda e a França já existe a proibição do fumo em locais públicos, embora outros estejam burlando as leis. Percorrendo alguns shoppings, hospitais e estações de trem no Brasil já vemos placas induzindo a proibição desta prática.
No entanto, mesmo com um índice alto de fumantes e programas de incentivo para as pessoas pararem de fumar, há uma história interessante no pedaço. Mês passado, ao passar por uma loja bacana de conveniências, peguei um jornalzinho (fofíssimo) feito a base de papel reciclado da ONG onda carioca e, de cara, li uma matéria envolvendo sustentabilidade e responsabilidade social. No texto proposto em uma página inteira aprendi que a guimba do cigarro se decompõe após 2 anos prejudicando, desta forma, o meio ambiente.
O processo de reciclagem da guimba é muito interessante e foi desenvolvido a partir da idéia de um aluno na Universidade de Brasília (UnB). Vejam que fabuloso:
" A celulose, principal componente necessário para a reação química, está presente de diversas formas na estrutura da guimba: o filtro é composto de acetato de celulose, o fumo contém matéria vegetal (fibras) e até mesmo a sua camada externa é feita de papel. O carvão e as cinzas podem ainda ser usados, embora isso escureça o papel. Segundo Thérèse (orientadora do projeto), os componentes da guimba são altamente hidroscópicos, ou seja, absorvem água, o que facilita ainda mais a reciclagem.
O resultado impressiona, pois o papel reciclado da guimba tem uma ótima qualidade de textura e apresentação. Apesar da produção ainda estar em escala experimental, acredita-se que o seu custo será baixo e que isso pode reverter como uma boa fonte de renda para comunidades carentes, comemora a professora Thérèse, que aguarda o registro da patente do projeto, mas já vê com muito otimismo uma solução sustentável do ponto de vista sócio-ambiental para o descarte das milhares guimbas produzidas no Brasil." (créditos referentes a ONG Onda Carioca)
Existem aquelas pessoas que colhem latinhas de bebidas ou garrafas PET nas ruas ou praias e trocam por um valor financeiro adotado pelas cooperativas. Já pensou quando resolverem catar guimbas de cigarro por um motivo rentável? O meio ambiente vai agradecer por esta ação!
Eta, eta, eta... limpeza no planeta!
Foto: google
Fonte: onda carioca

2 comentários:

rodrigo disse...

na verdade as pessoas catam latinhas e pet não porque são conscientes, mas sim porque se veem obrigadas a isso, uma vez que não outra opção. não tem trabalho. é uma falha da sistema, social. pelo menos o efeito é posito p/ ambiente...

Verônica S. de Souza Saiki (Very) disse...

Que interessante essa matéria! Se me permite deixarei o link no meu blog o qual fiz uma tira sobre.. te convido a visitar: www.verdugooinacreditavel.blogspot.com

abs,