quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Belezas encantadoras e intrigantes de Nova Petrópolis (RS)

Em especial a pedidos da comunidade da Serra Gaúcha!


No trajeto da Serra Gaúcha, seguido pela rota romântica, recantos charmosos são descobertos no meio do caminho!



Nem só de paisagens vive Nova Petrópolis... um encontro com umas coleguinhas também é bem-vindo!



Papai Noel não fica desempregado aqui... sucesso em qualquer parada!



A curiosidade aumenta depois de 18 km do centro de Nova Petrópolis:
falta pouco para o Panelão!




Por uma estrada de terra cheia de pedrinhas, observamos algumas casinhas, descidas e trechos que parecem não acabar mais. Com alguma persistência, chega-se ao "fim da linha" após uma ponte de madeira que veremos abaixo.
Sem placas, percebe-se que há uma escadinha misturada com trilha severamente maltratada; provavelmente resultante das ações do tempo.
Descendo, descendo... barulhinho de água corrente... dá para ver, entre muitas árvores, a formação do Panelão.



E de repente uma surpresa: uma gruta em frente à queda d'água!



Um certo mistério no ar... e muita apreensão... caso esteja só.



Focalizando mais de perto, surge a dúvida se é uma gruta ou uma caverna. Em alguns sites, é mencionado que ela era ocupada por indígenas. Fenômeno da natureza, ao mesmo tempo, bonito e esquisito... com respeito, é claro!




Arriscando mais uns passos pela trilha íngrime, tem-se a "sugestão" de que não é bom desafiar muito a natureza...



Num instante a tranquilidade se interrompe por alguns segundos dando lugar a velocidade e fúria em uma espécie de afunilamento. E a curiosidade aumenta cada vez mais! Veremos se condiz com as fotos de vários sites...



Antes de ver a queda d'água, paira o medo: noooossa! É um buraco que envolve a formação rochosa com o jato de água suprimido por essas pedras. Difícil explicar mas a visão é incrível e ficamos assim... sem palavras! Reparem no detalhe do PERIGO: não há nenhuma medida de segurança. Quem se arrisca a tirar uma foto mais ousada (só um pouquinho a mais de minha "astúcia"), corre o risco de escorregar na lama que aparece nítida na foto. Sensação na hora: batimentos cardíacos na boca!!!!!!!!!!!!!! Vale um conselho: levem uma câmera profissional com lentes mega zoom, muito presentes em safáris africanos (rssssss)



Voltando a emoção, lá está ele... o Panelão... ou melhor, a exuberante queda d'água de Nova Petrópolis!!!!!!!!!!
Segundo algumas fontes, essas águas caem por 5 m de altura dentro de uma espécie de poço bastante fundo ( de 15 m chegando a 25 m em alguns pontos desde o começo da queda)



Mais pertinho e com receios... coisa L-I-N-D-A!!!!! A natureza é perfeita.



Retornando de fortes emoções e entrando em outra...



Essa é a ponte que se localiza antes do Panelão. Mesmo que você insista, sinta-se um Indiana Jones! Suspensa por cordas de aço, a bichinha vai virando fácil até criar um "ângulo de 90°". Olha o pesinho da moça... acabou a liderança! Tirar fotos, só sentada!



Por isso, a foto ficou tremida... de medo!!!!!!



E põe "tremida" nisso... neste lugar, supõe-se que seja uma espécie de balneário em épocas mais quentes. Existem algumas churrasqueiras improvisadas de tijolos no local e um aspecto de lazer para as famílias.


Nessa foto temos uma idéia do rio que, mais a frente, vai formando o Panelão.

Entretanto, outras surpresas estão por vir como... um programinha mais light abaixo!





No início da estradinha de terra que nos leva ao pinheiro há uma lojinha e fábrica de produtos da Rosa Mosqueta, uma planta medicinal que é muito utilizada em chás, óleos e cremes para o corpo. Continuando na mesma direção há uma igreja e uma pracinha chamada Theodoro Amstad, com suas flores e seus jardineiros empenhados na manutenção.



Comtemplamos no início da trajetória com animais e uma plantação de milho... toda queimada devido ao frio (do outro lado).


E a vaquinha vai ficando loooooonge...


E o sítio também vai ficando distante...


Quer dizer, esqueci de mostrar a harmonia entre os patos com a casinha de madeira ao fundo. Isso é que é vida...


Começamos a desbravar a paisagem. Detalhe para a plantação de milho mencionada acima. E uma árvore faz uma pegadinha no meio do caminho. Na natureza nada se atrapalha; tudo se vê com outros olhos!


Escadarias bem conservadas que levam ao Pinheiro Multissecular



Respeito à natureza



Nunca vi uma árvore com tronco tão grosso... relíquia e solitária na especie.



Com a claridade, tem-se uma visão mais privilegiada do pinheiro



Árvore muito alta... foi impossível tirar uma foto para aparecê-la inteira. Ao lado, há banquinhos para observar e relaxar perante a natureza.



Talvez essa foto esclareça quanto ao seu tamanho: deitada sob o banco foi possível ver o pinheiro em outro ângulo. Sua altura é de 45 metros e uma espessura que equivale ao círculo feito por 7 pessoas adultas de máos dadas.




Considerada pelos moradores do local como "pata de elefante", suas raízes profundas impressionam qualquer visitante! Detalhe para a placa ao lado explicando sua importância para a cidade.




Próxima a rodovia RS 235, um outro ponto turístico muito conhecido na região atrai os nossos olhares em busca de um pouquinho da história de Nova Petrópolis. Apesar de ser uma cascata tímida, a queda d'água Johann Grings representa um marco importante na Linha Imperial da cidade.
As condições da placa são precárias devido ao tempo... entretanto, esse lugar guarda o passado de uma típica família de imigrantes alemães.



Família Grings: antepassados reconstruídos no pedacinho da Serra Gaúcha



Conforme depoimento do Dr. José Antonio Grings no site da família:

"... a cachoeira Grings nada mais é do que aquela cachoeira do antigo moinho de Johann Grings..."



Entre a cascata e o alicerce da primeira serraria da região em 1862, encontra-se uma fonte...



...onde suas águas foram essenciais para a sobrevivência dos Grings.


Fonte:

Prefeitura de Nova Petrópolis (RS)

Festimalhas

Grings.org



Fotos:

Trilhasemfronteiras

(citar créditos na reutilização das fotos)


Um comentário:

Liege Arte em Fios disse...

Oi, estive no panelão, por duas vezes, a primeira não vi a queda d'agua principal.Na segunda passamos o dia , fazendo churrasco e até tomando banho...ai realmente vi a cascata.Dá medo, apavorante!!!Cheguei bem perto, ali em cima e a sensação é coração na boca mesmo, principalmente quando se olha pra cima e vê aquela enorme rocha em cima da gente....parece que vamos sufocar e cair naquele buraco.Sai rapidinho e fui procurar coisas mais calmas,rsrsrs
Liege